O café da manhã: três hábitos que os nutricionistas repetem vezes sem conta
Por cá o dia não começa no despertador, começa na primeira chávena. E a forma como a tomamos pesa na manhã mais do que parece: não tanto pela quantidade, mas pela altura em que chega e pelo que a acompanha.
O café é dos alimentos mais estudados que existem. Ainda assim, à volta da chávena da manhã continuam a circular conselhos que não aguentam um segundo olhar. Reunimos aqui o que se diz de facto nas consultas de nutrição e, sobretudo, aquilo que daí se consegue aplicar sem complicar a vida a ninguém.
1. Que não seja a primeira coisa do dia, em jejum
Muita gente pega na chávena antes de ter comido seja o que for. Quem é sensível nota logo: nervosismo, aquela sensação de estômago vazio e uma quebra clara a meio da manhã. Qualquer coisa pequena antes — uma torrada, um iogurte, um punhado de amêndoas — muda por completo a manhã a bastantes pessoas.
O que conta aqui é a ordem, não a renúncia. Não se trata de deixar o café, mas de que ele deixe de ser o único apoio com que se arranca o dia.
2. O copo de água não é enfeite
Em qualquer pastelaria do país a bica chega com o seu copo de água ao lado. Não é invenção do empregado: é um hábito sensato que aqui se pratica há décadas sem se pensar nele. Quem bebe pouca água de manhã costuma dar pela diferença primeiro na concentração, não na sede.
- Um copo de água antes da primeira chávena
- Outro ao longo da manhã
- Mais se estiver calor ou depois de exercício
3. A hora do último café
A cafeína permanece no corpo bastante mais tempo do que quase toda a gente supõe. Em muitos adultos a meia-vida conta-se em horas: o café a seguir ao almoço ainda está a fazer efeito à noite, mesmo quando não se dá por isso de todo.
Quem dorme mal tem aqui um teste que não custa nada: durante duas semanas, antecipar o último café para o início da tarde e reparar no que muda. Estas experiências caseiras não substituem um diagnóstico, mas costumam ensinar mais do que qualquer recomendação geral.
O que aguenta mesmo no dia a dia
Nenhum destes hábitos exige abdicar de nada e nenhum funciona de um dia para o outro. Não custam dinheiro e podem experimentar-se um de cada vez: é precisamente por isso que duram. Quem muda os três ao mesmo tempo não fica a saber qual deles lhe serviu.
Na redação continuamos a recolher a experiência dos nossos leitores e a confrontá-la com o que é recomendado na prática clínica.